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Um museu é uma instituição de caráter permanente, administrado para interesse geral, com a finalidade de recolher, conservar, pesquisar e valorizar de diversas maneiras um conjunto de elementos de valor cultural e ambiental[1]: coleções de objetos artísticos, históricos, científicos e técnicos. Em uma perspectiva alargada, o conceito abrange ainda jardins botânicos, zoológicos, aquários, planetários, parques nacionais, sítios arqueológicos e outros.
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A palavra vem do latim "museum", que por sua vez é derivado da Língua grega antiga "mouseion".
Na sua origem, um museu era um templo das musas, deusas da memória, filhas dela com Zeus. Mnemosine, a musa da memória, é filha de Gaia com Urano. Mais tarde, na época da Dinastia ptolemaica, Ptolemeu II Filadelfo mandou construir em Alexandria um edifício a que chamou "Museu"[2] Estava dedicado ao desenvolvimento de todas as ciências e servia, além disso, para as tertulias dos literatos e sábios que ali viviam, sob o patrocínio do Estado. Naquela instituição foi se formando, gradativamente, uma importante biblioteca.
Os escritores latinos supuseram a existência de um significado adicional de "museu", ao que tudo indica referindo-se a grutas que, situadas dentro das vilas, os seus proprietários utilizavam-nas para retirar-se e ali meditar[carece de fontes].
Os modernos museus dedicam-se a temas específicos, inscrevendo-se em uma ou mais das seguintes categorias: belas-artes, artes aplicadas, arqueologia, antropologia, etnologia, história, história cultural, ciência, tecnologia, história natural. Dentro destas categorias alguns especializam-se mais, como por exemplo: arte moderna, ecomuseus, industriais, de história local, da história da aviação, da agricultura ou da geologia.
Há também os museus ao ar livre, que mostram e erguem edifícios antigos em zonas amplas ao ar livre, geralmente em locais que recriam paisagens do passado. O primeiro foi King Oscar II's coleção próxima a Oslo, aberta em 1881. Em 1891 Arthur Hazelius fundou o famoso Skansen em Estocolmo, que se transformou no modelo para museus abertos subseqüentes do ar na Europa do norte e oriental, e eventualmente em outras partes do mundo.
Os museus são instituições especializadas, e, por isso, necessitam de mão-de-obra qualificada, como museólogos, restauradores e outros profissionais, capazes de manter a conservação do acervo. Ele é dirigido geralmente por um curador, quem tem uma equipe de funcionários que cuidam dos objetos e arranjam sua exposição. Muitos museus associaram-se aos institutos de pesquisa, que são envolvidos freqüentemente com os estudos relacionados aos artigos do museu. Eles são geralmente abertos ao público por uma taxa. Alguns têm a entrada livre, permanentemente ou em dias especiais, por exemplo uma vez por semana ou ano.
O museu próprio ou um instituto associado podem organizar expedições para adquirir mais artigos ou documentação para o museu, uma atividade famosamente descrita na abertura do filme "Raiders of the Lost Ark" (Os Caçadores da Arca Perdida[BR]/Os Salteadores da Arca Perdida[PT]). Eles podem também adquirir artigos como donativos, vendas ou comércios. Por exemplo, um museu caracterizado de arte impressionista pode receber uma doação da cubista trabalho que simplesmente não pode caber nas exibições do museu, mas pode ser usado para ajudar adquirir uma pintura mais relevante. Os museus maiores tem um "departamento de aquisições" cuja equipe de funcionários que seja tempo integral ligado neste tipo da atividade.
Durante o período colonial podemos citar a experiência da Casa dos Pássaros. A instituição procedia a taxidermia de aves para instituições no reino.
Com a transferência da corte portuguesa para o Brasil (1808-1821), estabeleceu-se uma nova dinâmica no surgimento de instituições culturais:
Após a Independência, novas instituições foram fundadas:
Finalmente, no período Republicano, destacam-se a criação:
Mais recentemente, na década de 1960, destacaram-se a criação dos museus Villa-Lobos e da República (1960), além de inúmeros museus militares e municipais, e do Museu Lasar Segall (1967).
A década de 1970 foi marcada, a partir da Mesa Redonda de Santiago do Chile (1972), pelo "Movimento da Nova Museologia" (MINOM) que se consolida na década de 1980. Países como o México, a França, a Suíça, Portugal e o Canadá foram os formuladores iniciais desta concepção.
Em março de 2006 inaugurou-se o Museu da Língua Portuguesa em São Paulo, um museu interativo sobre a língua portuguesa localizado na cidade com o maior número de falantes do idioma no mundo.