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| Marselha Ville de Marseille |
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| Comuna da França |
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| Gentílico: marselhês[1] | |
| Lema: Actibus immensis urbs fulget Massiliensis. | |
| Localização | |
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Localização de Marselha na França |
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| Região | |
| Departamento | |
| Prefeito | Jean-Claude Gaudin |
| Características geográficas | |
| Área | 240,62 km² |
| População (2005) | 820.900 hab. |
| Densidade | 3,412 hab./km² |
| Códigos | |
| O antigo porto de Marselha. | |
Marselha (em francês Marseille e em provençal Marselha) é a segunda maior cidade de França. Localizada na antiga província da Provença e na costa do Mediterrâneo, é o maior porto comercial do país. Tem uma população de 820.900 (censo de 2005), que ascende a 1.605.000 na área urbana de Marselha-Aix-en-Provence.
Marselha é a capital do departamento de Bocas do Ródano. Foi povoada pelos gregos no século VII a.C. Passou para o domínio romano em 49 a.C. Na antiguidade tinha a designação de Massilia.
Índice |
Marselha foi fundada em 800 a.C. pelos gregos como sendo um porto de comércio sob o nome de Μασσαλία (Massalía). Foi invadida por celtas e então conquistada pelos romanos. Durante os tempos da Roma Antiga, era chamada de Massilía.
Durante a Idade do Ferro – e a colonização fenícia nos finais do século IX a.C., o surgimento do império Assírio que era a grande entidade política em ascensão no mediterrâneo oriental, e em conseqüência a influencia da cidade fenícia ao impedir as trocas comerciais com o Mar Vermelho, com a Anatólia e com a Síria. Voltaram às relações comerciais para o Ocidente. Assim, fundou em 820 a.C. a colónia de Kition (Chipre), e em 814 a.C. funda Cartago. As colônias peninsulares terão sido fundadas por esta altura. Os fenícios introduziram na Península Ibérica a metalurgia do ferro, a roda de oleiro, o melhoramento da exploração dos recursos marinhos (incluindo a utilização do murex na tinturaria, e a preparação de peixe salgado e condimentos para exportação), o vinho e o azeite. No plano social, introduziu a escrita, o conceito de cidade e novos rituais religiosos.
A influência fenícia começa a reduzir-se no início do século VI a.C.. Ao inundar os mercados orientais com a prata das suas colônias peninsulares, Tiro provocou a desvalorização do metal, o que mergulhou a cidade numa crise da qual nunca recuperou. Com a absorção da cidade no Império Babilônio, as suas colônias peninsulares são abandonadas. A monarquia de Tartessos também acaba por cair devido à estreita ligação que mantinha com a Fenícia. Segundo Heródoto, o convite de Argantónio de Tartessos dirigido aos gregos (para que estes se instalassem, substituindo os fenícios) terá resultado da decadência de Tiro. No entanto, foi Cartago quem veio efetivamente a ocupar o lugar da antiga cidade fenícia. É de referir que a presença fenícia se reduziu à Andaluzia, não existindo provas de que tivessem alguma vez existido povoados fenícios no atual território português.É através de Heródoto que sabemos que o primeiro grego a chegar a Tartessos foi Colaios de Samos, ao que parece acidentalmente, no ano de 630 a.C..
Terão sido os cidadãos de Fócida os primeiros a realizar viagens ao distante ocidente e à Ibéria. Os habitantes da colônia focense de Massália terão então fundado a colônia de Empórion. Quando Fócida foi ocupada pelos Persas no século VI a.C., os focenses instalaram-se na Córsega e não na Península Ibérica, o que reflete até certo ponto as dificuldades que estariam a sentir os colonos gregos. No mediterrâneo ocidental, a partir do século VI a.C., a influência púnica estende-se nas costas da Sardenha e da Sicília. São realizadas explorações no Atlântico, quer para norte quer para sul, através dos exploradores Himílcon e Hanon.
No restante mediterrâneo ocidental, a colônia focense de Massália (independente desde os finais do século VI a.C.) domina o golfo de Leão e controlava as rotas de estanho das Ilhas Britânicas. A parte norte da Península Itálica era controlada pelos Etruscos, e no restante território destacavam-se diversas colônias gregas. O domínio helênico estendia-se ainda à maior parte da Sicília. Com a exceção da Sicília, Gregos e Cartagineses parecem ter coexistido sem conflitos de maior (com a exceção da batalha naval de Alália). Ao longo do século V a.C., alguns indícios de grandes tensões começam a fazer-se sentir no interior da Europa. Movimentações de povos quebram o equilíbrio estabelecido entre os Massaliotas e as populações do interior, com enormes perdas para o comércio.
A Etrúria, pressionada a sul pelo crescimento de Roma, não consegue conter as vagas invasoras que vêm do norte. Nos inícios do século IV a.C., os Celtas penetram na Península Itálica, saqueiam Roma e instalam-se nas planícies do Rio Pó (anteriormente uma possessão Etrusca).
O poema "Orla marítima" composto por Rufio Avieno no século IV d.C. relata a aventura de um navegador grego de Massália (Marselha) nos finais do século VI a.C. Neste poema, é relatada a existência de etnias iberas da fachada atlântica - os Estrímnios e os Cinetes, herdeiros da cultura megalítica e aparentemente responsáveis pelo comércio com o atlântico norte. O reino de Tartessos seria uma facção da etnia Cinética. Por outro lado, o poema relata a existência de povos de origem continental (da invasão indo-européia de 650-600 a.C.) - os Sepes e os Sempsos, que teriam ocupado o território dos Estrímnios e dos Cinetes.
Desta junção de tribos iberas e celtas, resultaram os Celtiberos, que juntaram o caráter agrário dos invasores da Europa central, à vocação marítima dos primeiros habitantes. Estes invasores são responsáveis pelo sufixo dunuum e briga em palavras como Conímbriga (que veio a dar o nome à cidade de Coimbra), Caetóbriga (Setúbal), Miróbriga (Santiago do Cacém), e Lacóbriga (Lagos). Este poema também refere os Draganes - povos de origem céltica que habitavam a Galiza. Deste poema, fica indiscutível a localização do reino de Tartessos (a este do rio Guadiana) e o surgimento de um ponto comercial e militar mais antigo da frança: a cidade de Marselha.
Em 1934 Alexandre I da Iugoslávia chegou ao porto para se encontrar com o ministro do Exterior Louis Barthou. Alexandre I foi assassinado no local por Vlada Georgieff, que odiava a recusa de Alexandre em reconhecer a Croácia como um estado distinto.
O porto de Marselha é o mais importante da França e um dos mais importantes do Mar Mediterrâneo.
O Hino nacional da França "La Marseillaise" tem este título por causa das tropas revolucionárias de Marselha.
O baralho de tarô mais propagado no mundo vem de Marselha. É denominado Tarô de Marselha e foi usado para jogar a variante local do tarocchi, antes ser usado na cartomancia.
Pastis (bebida alcoólica à base de especiarias e anis), aïoli (molho a base de alho e azeite de oliva), tapenade (creme à base de anchovas, azeitonas, alcaparras e alho), bouillabaisse (prato à base de peixes de rocha, temperos e legumes), panisse (galette de farinha de grão-de-bico), navette (biscoito pequeno muito duro e aromatizado com flor de laranjeira na forma de pequeno barco).
A vasta maioria dos marselheses é descendência originária das ondas de imigrantes que chegaram ao porto no começo do século XIX. Tal como armênios, espanhóis, italianos, gregos, árabes, judeus, russos, comorianos e norte-africanos. Aproximadamente 25 por cento da população de Marselha é de origem norte-africana, na maior parte argelinos e marroquinos. A comunidade judaica (maioria Sefardita) é também a terceira maior na Europa.
MATTOSO, José. História de Portugal. vol. 1, ed. Estampa
SERRÃO, Joaquim Veríssimo. História de Portugal. vol. 1, ed. Verbo 1976.