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Marselha

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Marselha
Ville de Marseille
Comuna da França
Gentílico: marselhês[1]
Lema: Actibus immensis urbs fulget Massiliensis.
Localização
Marselha
Marselha
Marselha
Localização de Marselha na França
43° 17' 51" N 5° 22' 38" E43° 17' 51" N 5° 22' 38
Região Provence-Alpes-Côte d'Azur
Departamento Bocas do Ródano
Prefeito Jean-Claude Gaudin
Características geográficas
Área 240,62 km²
População (2005) 820.900 hab.
Densidade 3,412 hab./km²
Códigos
O antigo porto de Marselha.
Ao redor do Velho Porto de Marselha
Cais do Velho Porto de Marselha, uma das maiores atrações turísticas da cidade
Vista de Marselha

Marselha (em francês Marseille e em provençal Marselha) é a segunda maior cidade de França. Localizada na antiga província da Provença e na costa do Mediterrâneo, é o maior porto comercial do país. Tem uma população de 820.900 (censo de 2005), que ascende a 1.605.000 na área urbana de Marselha-Aix-en-Provence.

Marselha é a capital do departamento de Bocas do Ródano. Foi povoada pelos gregos no século VII a.C. Passou para o domínio romano em 49 a.C. Na antiguidade tinha a designação de Massilia.

Índice

[editar] História

Marselha foi fundada em 800 a.C. pelos gregos como sendo um porto de comércio sob o nome de Μασσαλία (Massalía). Foi invadida por celtas e então conquistada pelos romanos. Durante os tempos da Roma Antiga, era chamada de Massilía.

Durante a Idade do Ferro – e a colonização fenícia nos finais do século IX a.C., o surgimento do império Assírio que era a grande entidade política em ascensão no mediterrâneo oriental, e em conseqüência a influencia da cidade fenícia ao impedir as trocas comerciais com o Mar Vermelho, com a Anatólia e com a Síria. Voltaram às relações comerciais para o Ocidente. Assim, fundou em 820 a.C. a colónia de Kition (Chipre), e em 814 a.C. funda Cartago. As colônias peninsulares terão sido fundadas por esta altura. Os fenícios introduziram na Península Ibérica a metalurgia do ferro, a roda de oleiro, o melhoramento da exploração dos recursos marinhos (incluindo a utilização do murex na tinturaria, e a preparação de peixe salgado e condimentos para exportação), o vinho e o azeite. No plano social, introduziu a escrita, o conceito de cidade e novos rituais religiosos.

A influência fenícia começa a reduzir-se no início do século VI a.C.. Ao inundar os mercados orientais com a prata das suas colônias peninsulares, Tiro provocou a desvalorização do metal, o que mergulhou a cidade numa crise da qual nunca recuperou. Com a absorção da cidade no Império Babilônio, as suas colônias peninsulares são abandonadas. A monarquia de Tartessos também acaba por cair devido à estreita ligação que mantinha com a Fenícia. Segundo Heródoto, o convite de Argantónio de Tartessos dirigido aos gregos (para que estes se instalassem, substituindo os fenícios) terá resultado da decadência de Tiro. No entanto, foi Cartago quem veio efetivamente a ocupar o lugar da antiga cidade fenícia. É de referir que a presença fenícia se reduziu à Andaluzia, não existindo provas de que tivessem alguma vez existido povoados fenícios no atual território português.É através de Heródoto que sabemos que o primeiro grego a chegar a Tartessos foi Colaios de Samos, ao que parece acidentalmente, no ano de 630 a.C..

Terão sido os cidadãos de Fócida os primeiros a realizar viagens ao distante ocidente e à Ibéria. Os habitantes da colônia focense de Massália terão então fundado a colônia de Empórion. Quando Fócida foi ocupada pelos Persas no século VI a.C., os focenses instalaram-se na Córsega e não na Península Ibérica, o que reflete até certo ponto as dificuldades que estariam a sentir os colonos gregos. No mediterrâneo ocidental, a partir do século VI a.C., a influência púnica estende-se nas costas da Sardenha e da Sicília. São realizadas explorações no Atlântico, quer para norte quer para sul, através dos exploradores Himílcon e Hanon.

No restante mediterrâneo ocidental, a colônia focense de Massália (independente desde os finais do século VI a.C.) domina o golfo de Leão e controlava as rotas de estanho das Ilhas Britânicas. A parte norte da Península Itálica era controlada pelos Etruscos, e no restante território destacavam-se diversas colônias gregas. O domínio helênico estendia-se ainda à maior parte da Sicília. Com a exceção da Sicília, Gregos e Cartagineses parecem ter coexistido sem conflitos de maior (com a exceção da batalha naval de Alália). Ao longo do século V a.C., alguns indícios de grandes tensões começam a fazer-se sentir no interior da Europa. Movimentações de povos quebram o equilíbrio estabelecido entre os Massaliotas e as populações do interior, com enormes perdas para o comércio.

A Etrúria, pressionada a sul pelo crescimento de Roma, não consegue conter as vagas invasoras que vêm do norte. Nos inícios do século IV a.C., os Celtas penetram na Península Itálica, saqueiam Roma e instalam-se nas planícies do Rio Pó (anteriormente uma possessão Etrusca).

O poema "Orla marítima" composto por Rufio Avieno no século IV d.C. relata a aventura de um navegador grego de Massália (Marselha) nos finais do século VI a.C. Neste poema, é relatada a existência de etnias iberas da fachada atlântica - os Estrímnios e os Cinetes, herdeiros da cultura megalítica e aparentemente responsáveis pelo comércio com o atlântico norte. O reino de Tartessos seria uma facção da etnia Cinética. Por outro lado, o poema relata a existência de povos de origem continental (da invasão indo-européia de 650-600 a.C.) - os Sepes e os Sempsos, que teriam ocupado o território dos Estrímnios e dos Cinetes.

Desta junção de tribos iberas e celtas, resultaram os Celtiberos, que juntaram o caráter agrário dos invasores da Europa central, à vocação marítima dos primeiros habitantes. Estes invasores são responsáveis pelo sufixo dunuum e briga em palavras como Conímbriga (que veio a dar o nome à cidade de Coimbra), Caetóbriga (Setúbal), Miróbriga (Santiago do Cacém), e Lacóbriga (Lagos). Este poema também refere os Draganes - povos de origem céltica que habitavam a Galiza. Deste poema, fica indiscutível a localização do reino de Tartessos (a este do rio Guadiana) e o surgimento de um ponto comercial e militar mais antigo da frança: a cidade de Marselha.

Em 1934 Alexandre I da Iugoslávia chegou ao porto para se encontrar com o ministro do Exterior Louis Barthou. Alexandre I foi assassinado no local por Vlada Georgieff, que odiava a recusa de Alexandre em reconhecer a Croácia como um estado distinto.

[editar] Economia

O porto de Marselha é o mais importante da França e um dos mais importantes do Mar Mediterrâneo.

[editar] Cultura

O Hino nacional da França "La Marseillaise" tem este título por causa das tropas revolucionárias de Marselha.

O baralho de tarô mais propagado no mundo vem de Marselha. É denominado Tarô de Marselha e foi usado para jogar a variante local do tarocchi, antes ser usado na cartomancia.

[editar] Música

Notre Dame de la Garde

[editar] Culinária

Pastis (bebida alcoólica à base de especiarias e anis), aïoli (molho a base de alho e azeite de oliva), tapenade (creme à base de anchovas, azeitonas, alcaparras e alho), bouillabaisse (prato à base de peixes de rocha, temperos e legumes), panisse (galette de farinha de grão-de-bico), navette (biscoito pequeno muito duro e aromatizado com flor de laranjeira na forma de pequeno barco).

[editar] Demografia

A vasta maioria dos marselheses é descendência originária das ondas de imigrantes que chegaram ao porto no começo do século XIX. Tal como armênios, espanhóis, italianos, gregos, árabes, judeus, russos, comorianos e norte-africanos. Aproximadamente 25 por cento da população de Marselha é de origem norte-africana, na maior parte argelinos e marroquinos. A comunidade judaica (maioria Sefardita) é também a terceira maior na Europa.

[editar] Pontos turísticos

[editar] Referências Bibliográficas

MATTOSO, José. História de Portugal. vol. 1, ed. Estampa

SERRÃO, Joaquim Veríssimo. História de Portugal. vol. 1, ed. Verbo 1976.

Referências

[editar] Ligações externas

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