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| Nome completo | Larrousse-Calmels |
|---|---|
| Base | Antony, Paris, França |
| Chefe de equipe | |
| Diretor Técnico | |
| Pilotos | |
| Pilotos de teste | |
| Chassis | Lola, Venturi e Larrousse (chassi próprio) |
| Motor | Ford e Lamborghini |
| Pneus | Goodyear |
| Histórico na Fórmula Um | |
| Estreia | GP de San Marino de 1987 |
| Corridas concluídas | 127 |
| Campeã de construtores | 0 |
| Campeã de pilotos | 0 |
| Vitórias | 0 |
| Pole Positions | 0 |
| Volta mais rápida | 0 |
| Último GP | GP da Austrália de 1994 |
| Posição no último campeonato (1994) |
11° (2 pontos) |
A Larrousse foi uma equipe de automobilismo que competiu no campeonato da Fórmula 1. Foi fundada em 1987 por Didier Calmels e Gérard Larrousse. Originalmente se chamava Larrousse & Calmels. Em 1989, Didier Calmels foi preso por atirar em sua mulher com uma arma de fogo, e a equipe passou a chamar-se apenas Larrousse.
Índice |
Em 1987, Didier Calmels e Gérard Larrousse, este último ex-piloto de F-1, fundaram a Larrousse & Calmels. Os chassis eram da Lola, e os motores eram da Cosworth. No começo, dois franceses: o veterano Philippe Alliot e o piloto de turismo Yannick Dalmas, que havia marcado dois pontos na Austrália, mas esses pontos não foram computados na classificação geral porque o francês pilotava um carro que não estava elegível para marcar pontos. No final, três pontos, conquistados por Alliot.
Na Temporada de Fórmula 1 de 1988, Alliot e Dalmas ganham a companhia do japonês Aguri Suzuki e de outro francês, Pierre-Henri Raphanel, nascido na Argélia, então colônia francesa. Nos treinos para o GP do México, o ex-piloto de RAM e Ligier sofreu um grave acidente, quando o carro, vindo da veloz curva Peralta do Autódromo Hermanos Rodríguez, derrapou, subiu numa zebra mal-localizada e bateu com violência no muro, na frente da torcida. Depois deu seguidas capotagens, caindo "de cabeça" na pista, e deu mais duas capotagens na grama. Incrivelmente, Alliot não se feriu.
Em 1989, Aguri Suzuki vai para a Zakspeed, onde não se classifica para nenhuma corrida, e para o lugar do nipônico, Yannick Dalmas é repatriado, mas depois de quatro não-classificações, é sacado da Larrousse, dando lugar a outro francês, Éric Bernard, que só disputa duas corridas. O italiano Michele Alboreto, recém-saído da Tyrrell, é contratado no lugar de Bernard, e mantém Alliot. Depois de não se classificar para três corridas, Alboreto abandona o time. No total, um ponto, somado por Alliot. Fora das pistas, Didier Calmels, um dos donos, é preso por atirar em sua esposa na primavera de 1989. Depois da prisão, a Larrousse & Calmels passa a se chamar apenas de Larrousse.
Para 1990, os carros da Larrousse foram equipados com motores Lamborghini V12. O japonês Aguri Suzuki retorna à Larrousse depois do vexame na Zekspeed, e Éric Bernard volta ao time, desta vez em tempo integral (um contrato para disputar a temporada inteira). No começo, o francês estava na frente do nipônico. Mas, no Grande Prêmio do Japão de 1990, Suzuki, largando de nono, chega em terceiro lugar, atrás da Benetton. Esta foi a melhor posição de chegada da história da Larrousse. Bernard, no entanto, não completou. Foram 11 pontos no total (6 de Suzuki, 5 de Bernard).
No ano de 1991, Aguri e Bernard continuam na Larrousse, mas o francês se lesiona nos treinos para o GP do Japão. O luxemburguês (naturalizado belga) Bertrand Gachot, depois de cumprir os dois meses de prisão em virtude do incidente em Londres, é chamado para o lugar de Bernard. Ao todo, foram dois pontos: um do francês e outro do japonês. Gachot não se classificou para o GP da Austrália.
No ano de 1992, Gachot permanece e outro japonês, Ukyo Katayama, chega para assumir o outro carro do time, agora com chassis da Venturi. No total, Gachot somou um ponto (último ponto dele na categoria), conquistado no GP de Mônaco.
Para 1993, a Larrousse, agora com um chassis próprio, demite Katayama, que vai para a Tyrrell, e Gachot vai para a Champ Car. Repatria Philippe Alliot, e contrata mais um francês, Érik Comas, vindo da Ligier. Após chegar em décimo lugar no GP de Portugal, Philippe deixa o time, e mais um japonês, Toshio Suzuki (sem parentesco com Aguri Suzuki), entra para o seu lugar. Ao fim da temporada, três pontos (dois de Alliot, um de Comas).
Em 1994, a Larrousse, em séria crise financeira, passa a ser equipada com motores Ford. Comas permancece, e Toshio Suzuki se aposenta. O monegasco Olivier Beretta é contratado para correr no lugar do japonês. Alliot volta no GP da Bélgica, no lugar de Beretta, se aposentando definitivamente da F-1. Antes do fim da temporada, Yannick Dalmas, já veterano, que estava licenciado das corridas de turismo, retorna no lugar de Alliot. Para o lugar do francês, a Larrousse contrata o japonês Hideki Noda, e o suíço Jean-Denis Délétraz substitui Comas, desmotivado após fracos resultados. No fim da temporada, com dois pontos (conquistados por Comas), a Larrousse (que estava tentando participar da Temporada de Fórmula 1 de 1995) perde a chance de disputar seu nono campeonato em meio a disputas jurídicas, e dá adeus à Fórmula 1, depois de 127 corridas, e 24 pontos.
A Larrousse não teve pilotos de muito destaque.