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Gnósticos)
Gnosticismo[1], tem por origem etimológica o termo grego gnosis, que significa "conhecimento". Mas não um conhecimento racional, científico, filosófico, teórico e empírico (a "episteme" dos gregos), mas de caráter intuitivo e transcendental; Sabedoria. É usada para designar um conhecimento profundo e superior do mundo e do homem, que dá sentido à vida humana, que a torna plena de significado porque permite o encontro do homem com sua essência eterna, centelha divina, maravilhosa e crística, pela via do coração. É uma realidade vivente sempre ativa, que apenas é compreendida quando experimentada e vivenciada. Assim sendo jamais pode ser assimilada de forma abstrata, intelectual e discursiva.
O Gnosticismo usa de explicações metafísicas e mitológicas para falar da criação do universo e dos planos espirituais, mas nunca deixa de relacionar esse mundo externo e mitológico a processos internos que ocorrem no homem. Num texto hermético lemos que a gnosis da Mente é a "visão das coisas divinas". G.R.S.Mead acrescenta que "Gnosis não é conhecimento sobre alguma coisa, mas comunhão, conhecimento de". Este é o grande objetivo, conhecer "Deus", a Realidade em nós. Não é a crença, a fé ou o simples conhecimento o que importa. O fundamental é a comunhão interior, o religar da Mente individual com a Mente universal, a capacidade do homem "transcender os limites da dualidade que faz dele homem e tornar-se uma consciência divina".
Gnosticismo designa o movimento que originou-se provavelmente na Ásia menor, e tem como base as filosofias pagãs, que floresciam na Babilônia, Egito, Síria e Grécia. O gnosticismo combinava alguns elementos da Astrologia e mistérios das religiões gregas, mistérios de Elêusis, bem como os do Hermetismo, com as doutrinas do Cristianismo e do Sufismo.Em seu sentido mais abrangente, o Gnosticismo significa "a crença na Salvação pelo Conhecimento" (Joan O'Grady).
A manifestação histórica dessa Sabedoria, floresceu especialmente entre os séculos I a.C. e II d.C. Apresentou-se como Gnose Hermética ou Gnose Cristã e "pode-se aprender muito comparando-se os gnósticos herméticos com os gnósticos cristãos", porém são fragmentos da genuína Gnosis "ela é a única salvação para o homem, a Gnosis de Deus".
A posse da Gnosis significa a habilidade para receber e compreender a revelação. O verdadeiro Gnóstico é aquele que conhece a revelação interior ou oculta desvelada e que também compreende a revelação exterior ou pública velada. Ele não é alguém que descobriu a verdade a seu respeito por meio de sua própria desamparada reflexão, mas alguém para quem as manifestações do mundo interior são mostradas e tornaram-se inteligíveis. O início da Perfeição é a Gnosis do Homem, porém a Gnosis de Deus é a Perfeição aperfeiçoada. "Aperfeiçoamento" é um termo técnico para o desenvolvimento na Gnosis, sendo o Gnóstico realizado conhecido como o "perfeito", "parfait".
A entrada na senda da Gnosis é chamada 'voltar para casa'. Como vimos, é um retorno, um virar as costas ao mundo, um arrependimento de toda natureza: "Devemos nos voltar para o velho, velho caminho".
"Gnosis sobre quem éramos e no que nos tornamos; onde estávamos e onde viemos parar; para onde nos dirigimos e onde somos redimidos; o que é a geração, e o que é a regeneração". (Extratos de Theodotus)
Ingressar na Gnosis é um despertar do sono e da ignorância de Deus, da embriaguez do mundo para a temperança virtuosa. "Pois o mal [ilusão] do não conhecimento está inundando toda a terra e trazendo total ruína à alma aprisionada dentro do corpo, impedindo-a de navegar para os portos da salvação."
[editar] Doutrina Gnóstica
O gnosticismo tornou-se forte influência na Igreja primitiva levando muitos cristãos da época como Marcião (160 d. C.) e Valentim de Alexandria a ensinar sobre a cosmovisão dualista, a qual a uma visão leiga aparenta ser a premissa básica do movimento. Efetivamente, para os gnósticos, existem dois deuses: o deus criador imperfeito, que eles associam ao Jeová do Velho Testamento e outro, bom, associado ao Novo Testamento. O primeiro criou o mundo com imperfeição, e desta imperfeição é que se origina o sofrimento humano, tendo a humanidade sido aprisionada neste mundo pelo mesmo. Mas a essência humana seria oriunda de uma "centelha divina" que perpassa todo o cosmos mesmo sem nele se situar, e o deus bom teve pena e lhes deu a capacidade de despertar deste mundo de ilusões e imperfeição.
O pré-requisito essencial da filosofia gnóstica é o postulado da existência de uma "entidade imortal", que não é parte deste mundo, que pode ser chamado de Deus interno, Centelha divina, Crístico, divina essência, etc. que existe em todos os homens e é a sua única parte imortal. Os gnósticos consideram que o estado do homem neste mundo é "anti-natural", pois ele está submetido a todo tipo de sofrimentos. Para eles, é necessário que o homem se liberte deste sofrimento, e isto só pode ocorrer pelo conhecimento.
Os gnósticos, de um modo geral, acreditam que o Universo manifestado principia com emanações do Absoluto, seres finitos chamados de Æons que se reúnem no Pleroma. No princípio tudo era Uno com o Absoluto, então em um determinado momento, emanaram do Absoluto estes æons (éons), formando o pleroma. O pleroma dos gnósticos é um plano arquetípico, abaixo do qual está o plano material, manifestado. Assim, o que antes era Uno e vivia no pleroma, se despedaça em partes. Este estado de infelicidade, pela descida no pleroma (e separação do Todo Uno), é o que ocasiona o sofrimento do homem neste mundo.
Um dos éons (Sophia) deu à luz o Demiurgo (artesão em grego), que criou o mundo material "mau", juntamente com todos os elementos orgânicos e inorgânicos que o constituem. Os gnósticos ensinavam que a salvação vem por meio de um desses éons, geralmente apresentado como o décimo terceiro éon (identificado com o Cristo), distinto dos doze éons que regem o mundo decaído.
Segundo a doutrina, Cristo se esgueirou através dos poderes das trevas para transmitir o conhecimento secreto (gnosis) e libertar os espíritos da luz, cativos no mundo material terreno, para conduzi-los ao mundo espiritual mais elevado. Segundo algumas linhas gnósticas, Cristo não veio em carne e nunca assumiu um corpo físico, nem foi sujeito à fraqueza e às emoções humanas, embora parecesse ser um homem, enquanto a principal linha de gnosticismo cristão, a Valentiniana defende a tese próxima do nestorianismo doutrina cristã, nascida no Século V, segundo a qual há em Jesus Cristo duas pessoas distintas, uma humana e outra divina, sendo Cristos (o ungido) o éon celestial que a um tempo se une a Jesus. Alguns historiadores afirmam que o apóstolo João se refere a esse assunto quando enfatiza que "o Verbo se fez carne" (Jo l .14) e em sua primeira epístola que "todo o espírito que não confessa que Jesus Cristo veio em carne não é de Deus..." (l Jo 4.3). Os escritos joaninos são do final do primeiro século, quando nasceu o gnosticismo. No entanto, muitas comunidades gnósticas tinham o Evangelho de João em alta conta.
Para que o homem possa se libertar dos sofrimentos deste mundo, segundo os gnósticos, ele deve retornar ao Todo Uno, por ascensão ao pleroma, e isto só pode ser alcançado pelo Conhecimento Verdadeiro (representado pela Gnose). Este despertar só pode ocorrer se o homem se descobre, "conhecendo-se a si próprio".
"As Escrituras Sagradas têm um sentido que é aparente à primeira vista, e um outro que a maioria dos homens não percebe.Porque são escritas em forma de certos Mistérios, e à imagem de coisas divinas. A respeito do que há uma opinião em toda a Igreja, que toda a Lei em verdade é espiritual, porém que o sentido espiritual da Lei não é conhecido a todos, mas apenas aqueles que receberam a graça do Espírito Santo na palavra de sabedoria e conhecimento". Assim, os primeiros cristãos sabiam que dois tipos de pessoas se achegariam ao cristianismo, um tipo sem o toque pneumático, e, portanto, incapaz de aproximar-se da salvação pelo conhecimento e pela sabedoria dos Mistérios, mas possuindo apenas capacidade de assimilar pela fé o lado superficial da Lei; o outro tipo, tocado pelo dom pneumático, pela centelha-espírito, que possuiria plena capacidade de assimilar os conhecimentos e a sabedoria dos Mistérios divinos e descer ao nível profundo e espiritual da Lei, podendo gozar de completa iluminação e redenção." Orígenes " De Principiis"
[editar] Cristãos Gnósticos
Constituíram, nos primeiros anos dessa nossa era, uma comunidade fechada, iniciática, que guardou os aspectos esotéricos dos evangelhos, principalmente das parábolas do Mestre Jesus, o Cristo, apresentando um cristianismo muito mais profundo e filosófico do que daqueles cristãos que ficaram conhecidos como a ortodoxia.Dentre os grupos mais ativos nos dois primeiros séculos de nossa era destacam-se os naasenos(palavra em aramaico com o mesmo significado de ofitas, de origem grega), perates, sethianos (de orientação judaica) docéticos (que propunham que a natureza exterior do Cristo era ilusória), carpocráticos, basilidianos e valentinianos.Com o passar do tempo, os herdeiros da tradição gnóstica e maniqueísta foram mudando de nome, podemos indicar o aparecimento dos seguintes grupos: entre os séculos III e IX: Euchites, Magistri Comacini, Artífices Dionisianos, Nestorianos e Eutychianos; no século X: Paulicianos e Bogomilos; no século XI: Cátharos, Patarini, Cavaleiros de Rodes, Cavaleiros de Malta, Místicos Escolásticos; no século XII: Albigenses, Cavaleiros Templários, Hermetistas; no século XIII: a Fraternidade dos Winklers, os Beghards e Beguinen, os Irmãos do Livre Espírito, os Lollards e os Trovadores; no século XIV: os Hesychastas, os Amigos de Deus, os Rosa-cruzes e os Fraticelli; no século XV: os Fraters Lucis, a Academia Platônica, a Sociedade Alquímica, a Sociedade da Trolha e os Irmãos da Boêmia (Unitas Fratrum); no século XVI: a Ordem de Cristo (derivada dos Templários), os Filósofos do Fogo, a Militia Crucífera Evangélica e os Ministérios dos Mestres Herméticos; no século XVII: os Irmãos Asiáticos (Irmãos Iniciados de São João Evangelista da Ásia), a Academia di Secreti e os Quietistas; no século XVIII: os Martinistas; no século XIX: a Sociedade Teosófica.
Os Paulicianos formavam um grupo gnóstico ativo no Império Romano. Se declaravam contra todas hierarquias que exerciam seu poder para combater a iluminação interior. Até o século XI, os paulicianos foram mortos pela igreja romana, assim como o Maniqueísmo antes deles. Mas o gnosticismo sobreviveu, sua luz e força continuaram a irradiar com os bogomilos...A herança Gnóstica dos séculos XII e XIII, foram transmitidas aos Cátaros, que também foram perseguidos e mortos pela igreja romana. Na Idade Média, o gnosticismo manifestou-se na Ordem dos Templários, foi revivificada pela Rosa-cruz ,pelas mãos de Johannes Valentinus Andreae, mantiveram ligações com a Maçonaria,com a Teosofia e com o Martinismo. Todos testemunhando o Cristianismo Interior, descrevendo o caminho de retorno a Deus, que foi aberto pelo seu filho, Mestre Jesus, o Cristo.
Pouco material chegou até os dias de hoje, a maioria dos personagens e suas doutrinas só puderam ser conhecidos por meio dos críticos do gnosticismo. A maior polêmica contra os gnósticos apareceu no período patrístico, com os escritos apologéticos de Irineu(130-200), Tertuliano (160-225) e Hipólito (170-236).
Por isso a descoberta da Biblioteca de Nag Hammadi,em 1945, foi de suma importância, visto que seu conteúdo é eminentemente gnóstico. O achado impulsionou as pesquisas sobre o assunto na segunda metade do século XX. Estes manuscritos totalizavam cinquenta e dois textos, em treze códices de papiro, escritos em copta. Entre as obras aí guardadas encontravam-se diversos tratados gnósticos, três obras pertencentes ao Corpus Hermeticum e uma tradução parcial da República de Platão. Parte deles conhecidos também como Evangelhos gnósticos
Os Manuscritos Pistis Sophia, "Piste Sophiea Cotice" ou "Códice Askew", atribuidos a Valentim foi adquirido do médico e colecionador de manuscritos antigos Dr. Askew pelo Museu Britânico em 1795 , datam de 250–300 AD, relatam os ensinamentos Gnósticos do Mestre Jesus, o Cristo transfigurado aos apóstolos. Até a descoberta da biblioteca de Nag Hammadi em 1945, o Códice Askew era um dos três códices que continha quase todos os escritos gnósticos que tinham sobrevivido, sendo os dois outros códices o Códice Bruce e o Códice de Berlim.
Mais recentemente um outro documento gnóstico foi encontrado, gerando diferentes especulações sobre o verdadeiro relacionamento de Jesus Cristo com o seu discípulo Judas, este documento é o Evangelho de Judas que estava desaparecido por mais de 1700 anos, tendo sido encontrado finalmente no Egito.
[editar] Fontes Fiáveis
- Elaine Pagels professora de religião na Universidade de Princeton e Ph.D. da Universidade de Harvard.Em Harvard ela fez parte de um grupo que estudou os rolos de Nag Hammadi, dessa experiência resultou a base para o seu primeiro livro Os Evangelhos Gnósticos, Esse livro é uma introdução aos textos de Nag Hammadi para o público leigo e é, desde o seu lançamento, um best-seller. Nos EUA, ganhou os prêmios National Book Critics Circle Award e National Book Award e foi escolhido pela Modern Library como um dos 100 melhores livros do século XX.
- George Robert Stowe Mead (1863 - 1933) Estudioso altamente intuitivo e perspicaz, deve ser considerado como um pioneiro de primeira ordem no domínio dos escritos gnósticos e estudos herméticos, foi autor, editor, tradutor e um influente membro da Sociedade Theosophica. Seu maior mérito teria sido a sua capacidade de discernir o significado interior e espiritual dos dos escritos, capacidade esta reconhecida por C.G.Jung que fez uma viagem especial a Londres no último período de vida de Mead, para lhe agradecer por seu trabalho brilhante e pioneiro de traduzir e comentar as escrituras gnósticas.
- James M.Robinson (nascido em 1924) é professor Emérito de religião, na Universidade de Claremont, Califórnia. É o mais proeminente erudito do século 20, da biblioteca de Nag Hammadi.
- Stephan A. Hoeller (1931 - ) Ph.D. em filosofia da religião da Universidade de Innsbruck em Áustria, escritor, erudito e líder religioso.
- Jakob Böhme ou Jacob Boehme, (Alt Seidenberg, 1575 — Görlitz, 17 de Novembro de 1624) foi filósofo e místico cristão alemão,as obras que escreveu são o maior monumento de conhecimentos teogônicos (concernentes ao surgimento dos primeiros princípios em Deus) e cosmogônicos (concernentes à criação do Universo e das criaturas) da história do cristianismo.
- Plotino(ca. 205 - 270) O pai do neoplatonismo, natural de Licopólis, Egito, foi discípulo de Amônio Sacas e mestre de Porfírio. A influência de Plotino e dos neoplatônicos sobre o pensamento cristão, islâmico e judaico, bem como sobre os pensadores de proa do Renascimento, foi enorme. Foram direta ou indiretamente influenciados por ele, Dionísio Pseudo-Areopagita, Alberto Magno, Dante Alighieri, Mestre Eckhart, João da Cruz, Marsílio Ficino, Pico de la Mirandola, Giordano Bruno, Avicena, Ibn Gabirol, Espinosa, Leibniz.
- Hermes Trismegistus; em grego Ερμης ο Τρισμεγιστος, "Hermes, o três vezes grande" é o nome dado pelos neoplatônicos, místicos e alquimistas ao deus egípcio Thoth, identificado com o deus grego Hermes. Ambos eram os deuses da escrita e da magia nas respectivas culturas. Hermes era o autor de um conjunto de textos sagrados, "herméticos", contendo ensinamentos sobre artes, ciências e religião e filosofia: O Corpus Hermeticum , datado entre o século I ao século III, representou a fonte de inspiração do pensamento hermético e neoplatônico renascentista. Na época acreditava-se que o texto remontasse à antiguidade egípcia, anterior a Moisés e que nele estivesse contido também o prenúncio do cristianismo. Autor também do Livro dos Mortos, e do mais famoso texto alquímico a "Tábua de Esmeralda".
- Huberto Rohden, São Ludgero, 31 de dezembro de 1893 foi um filósofo, educador e teólogo catarinense, radicado em São Paulo. escreveu mais de 100 obras (ao final da vida, condensadas em 65 livros), onde franqueou leitura ecumênica de temáticas espirituais e abordagem espiritualista de questões pertinentes à Pedagogia, Ciência e Filosofia, enfatizando o autoconhecimento, auto-educação e a auto-realização.Lecionou na Universidade de Princeton, American University, de Washington D.C.(EUA)
- Raul Branco Autor, tradutor é membro da Sociedade Teosófica, economista, mora em Brasília e dedica-se ao estudo da tradição cristã e do gnosticismo. Tradutor para o português de Pistis Sophia - G.R.S. Mead.
- Carl Gustav Jung, nasceu a 26 de julho de 1875, em Kresswil, Basiléia, na Suíça, no seio de uma família voltada para a religião. Seu pai e vários outros parentes eram pastores luteranos, o que explica, em parte, desde a mais tenra idade, o interesse do jovem Carl por filosofia e questões espirituais e o pelo papel da religião no processo de maturação psíquica das pessoas, povos e civilizações. Criança bastante sensível e introspectiva, desde cedo demonstrou uma inteligência e uma capacidade intelectual notável. Gnóstico assumido, ficou célebre a resposta que Jung deu, em 1959, a um entrevistador da BBC que lhe perguntou: "O senhor acredita em Deus?" A resposta foi: "Não tenho necessidade de crer em Deus. Eu o conheço" Escreveu o livro Os Sete Sermões aos Mortos, foi amigo, admirador e colaborador de G.R.S.Mead, tradutor dos Manuscritos da Nag Hammadi, particularmente do Codex de Jung, trabalho patrocinado pela Fundação Jung.
- Fernando Pessoa, 13 de Junho de 1888 nascia em Lisboa, gnóstico possuía ligações com a Tradição, com destaque para a Maçonaria e a Rosa-Cruz, havendo inclusive defendido publicamente as organizações iniciáticas, no Diário de Lisboa de 4 de fevereiro de 1935, contra ataques por parte da ditadura do Estado Novo. O seu poema hermético mais conhecido e apreciado entre os estudantes de esoterismo intitula-se "No Túmulo de Christian Rosenkreutz". Deixou escrito o Livro Rosa Cruz.
[editar] Referência Bibliográfica
- Pistis Sophia - Carl Schmidt and Violet Macdermot
- The Nag Hammadi Library - James M. Robinson
- Pistis Sophia - G.R.S. Mead - Raul Branco
- Simon Magnus - G.R.S.Mead
- A Gnosis Viva do Cristianismo Primitivo - G.R.S.Mead
- Hino de Jesus - G.R.S.Mead
- Os Evangelhos Gnósticos - Elaine Pagels
- The Gnostic Paul - Elaine Pagels
- Além de toda Crença - Elaine Pagels
- A Gnose de Jung e os Sete Sermões aos Mortos - Stephan a Hoeller
- Gnosticismo -Stephan a Hoeller
- Jung e os Evangelhos Perdidos - Stephan a Hoeller
- Corpus Hermeticum - Hermes Trismegistus
- As Enéadas - Plotino
- Tratado das Enéadas - Plotino
- A aurora nascente - Jacob Boehme
- A sabedoria divina- Jacob Boehme
- A revelação do grande mistério - Jacob Boehme
- Os três princípios da essência divina - Jacob Boehme
- Quarenta questões sobre a alma - Jacob Boehme
- O Deus Exilado, Breve História de uma Heresia - Marilia Fiorillo
- Rosa Cruz - Fernando Pessoa
- No Túmulo de Christian Rosenkreutz - Fernando Pessoa
- Despertando a Luz Interior - Raul Branco
- O Hino da Pérola - Raul Branco
- O Poder Transformador do Cristianismo Primitivo - Raul Branco
- O Sermão da Montanha - Huberto Rohden
- Paulo de Tarso - Huberto Rohden
- O Cristo Cósmico e os Essênios - Huberto Rohden
- O 5o. Evangelho Segundo Tomé (tradução) - Huberto Rohden
- O Drama Milenar do Cristo e do Anticristo - Huberto Rohden
- A Metafísica do Cristianismo - Huberto Rohden
- De Alma para Alma - Huberto Rohden
- Filosofia Cósmica do Evangelho - Huberto Rohden
- A chave - Jacob Boehme
- A encarnação de Jesus Cristo - Jacob Boehme
- As confissões - Jacob Boehme
- Diálogo entre uma alma iluminada e outra em busca da iluminação - Jacob Boehme
- Vida supra sensível - Jacob Boehme
[editar] Bibliografia
A Gnostic Reading
INTRODUCTORY READINGS
- Stephan A. Hoeller, Gnosticism: New Light on the Ancient Tradition of Inner Knowing (Quest Books, 2002)
- Stuart Holroyd, The Elements of Gnosticism, (Shaftesbury, Dorset, England and Rockport, MA: Element Books, 1994)
- Marvin Meyer, The Gospel of Thomas: The Hidden Sayings of Jesus (Harper San Francisco, 1992)
- Elaine Pagels, Beyond Belief: The Secret Gospel of Thomas (Random House, 2003)
- Elaine Pagels, The Gnostic Gospels (New York: Random House, 1978)
- Martin Seymor-Smith, Gnosticism: The Path of Inner Knowledge (Harper San Francisco, 1996)
- June Singer, A Gnostic Book of Hours: Keys to Inner Wisdom (Nicolas Hays, March 2003)
INTERMEDIATE READINGS
- Tobias Churton, The Gnostics (London: Weidenfeld and Nicolson, 1987)
- John Dart, The Laughing Saviour: The Discovery and Significance of the Nag Hammadi Gnostic Library (New York: Harper & Row, 1976)
- Jean Doresse, The Secret Books of the Egyptian Gnostic: An Introduction to the Gnostic Coptic Manuscripts Discovered at Chenoboskion (New York: Viking Press, 1960)
- Robert M. Grant, Gnosticism and Early Christianity (New York: Harper Torchbooks, 1966)
- Arthur Guirdham, The Great Heresy (Jersey, England: Nevill Spearman, 1977)
- Stephan A. Hoeller, Jung and the Lost Gospels: Insights into the Dead Sea Scrolls and the Nag Hammadi Library (Wheaton, IL: Quest Books, 1989)
- Hans Jonas, The Gnostic Religion (Boston: Beacon, 1963 and republished)
- Jaques Lacarriere, The Gnostics (New York: E. P. Dutton, 1977; republished by City Light Books)
- Dan Merkur, Gnosis: An Esoteric Tradition of Mystical Visions and Unions (Albany, NY: SUNY Press, 1993)
- Pheme Perkins, The Gnostic Dialogue: The Early Church and the Crisis of Gnosticism (New York: Paulist Press, 1980
- Zoe Oldenbourg, Massacre at Montsegur: A History of the Albigensian Crusade (New York: Minerva Press, 1968)
- Kurt Rudolph, Gnosis: The Nature and History of Gnosticism (San Francisco, Harper & Row, 1983)
- June Singer, A Gnostic Book of Hours: Keys to Inner Wisdom (San Francisco: Harper, 1992)
- H. J. Spierenburg, ed., H. P. Blavatsky: On the Gnostics (San Diego, CA: Point Loma Publication, 1994)
ADVANCED READINGS
- E. C. Blackman, Marcion and His Influence, (London: APGK, 1948; reprinted New York: Ames Press, 1978)
- Ioan P. Couliano, The Tree of Gnosis: Gnostic Mythology from Early Christianity to Modern Nihilism (San Francisco: Harper,1990)
- Giovanni Filoramo, A History of Gnosticism (Oxford and Cambridge, Mass.: Basil Blackwell, 1990)
- Iain Gardner, The Kephalaia of the Teacher: The Edited Coptic Manichaean Texts in Translation with Commentary
- Charles W. Hedrick and Robert Hodgson, ed., Nag Hammadi Gnosticism and Early Christianity (Peabody, Mass.: Hendrickson Publishers, 1986)
- Karen L. King, ed., Images of the Feminine in Gnosticism (Philadelphia, Penn.: Fortress Press, 1988
- C. W. King, The Gnostics and Their Remains, Ancient and Medieval (reprinted San Diego: Wizards Bookshelf, 1982)
- Hans-Joachim Klimkeit, Gnosis on the Silk Road: Gnostic Texts from Central Asia (San Francisco: Harper, 1993)
- Samuel N. C. Lieu, Manichaeism in the Late Roman Empire and Medieval China (2 revised ed. Tubingen: J.C.B. Mohr, 1992)
- Samuel N. C. Lieu, Manichaeism in Mesopotamia & the Roman East (Leiden: E.J. Brill, 1994)
- Samuel N. C. Lieu, Manichaeism in Central Asia and China (Leiden: E.J. Brill, 1998)
- Elaine H. Pagels, The Johannine Gospel in Gnostic Exegesis: Heracleon's Commentary on John (Nashville and New York: Abingdon Press, 1973)
- Elaine H. Pagels, The Gnostic Paul: Gnostic Exegesis of the Pauline Letters (Philadelphia: Trinity Press International, 1975)
- Elaine H. Pagels, Adam, Eve, and the Serpent (New York: Random House, 1988)
- Simone Petrement, A Separate God: The Christian Origins of Gnosticism (San Francisco: Harper, 1990)
- Ray Summers, The Secret Teachings of the Living Jesus: Studies in the Coptic Gospel According to Thomas (Waco, Texas: Word Books, 1968)
- Richard T. Wallis and Jay Bergman, ed., Neoplatonism and Gnosticism (Albany, NY: SUNY Press, 1992)
- Yuri Stoyanov, The Other God: Dualist Religions from Antiquity to the Cathar Heresy (New Haven: Yale University Press, Rev. Ed. 2000
EDITIONS OF GNOSTIC SCRIPTURES
- The Gospel According to Thomas: with complimentary texts (Santa Barbara: Concord Grove Press, 1983)
- Iain Gardner, The Kephalaia of the Teacher: The Edited Coptic Manichaean Texts in Translation with Commentary (Leiden: E. J. Brill, 1995)
- Werner Foerster, ed., Gnosis, A Selection of Gnostic Texts: II. Coptic and Mandean Sources (Oxford: Clarendon Press, 1974)
- Duncan Greenlees, The Gospel of the Gnostics (Adyar, Madras, India: Theosophical Publishing House, 1958)
- Duncan Greenlees, The Gospel of the Prophet Mani (Adyar, Madras, India: Theosophical Publishing House, 1958)
- Hans-Joachim Klimkeit, Gnosis on the Silk Road: Gnostic Texts from Central Asia (San Francisco: Harper, 1993)
- Bentley Layton, The Gnostic Scriptures (Garden City, NY: Doubleday & Co., 1987)
- Violet MacDermot, The Fall of Sophia: A Gnostic Text on the Redemption of Universal Consciousness
- G. R. S. Mead, Fragments of a Faith Forgotten: A Contribution to the Study of the Origins of Christianity (A reprint of the 1930 edition is currently available from Kessinger Publishing Company, P.O. Box 160, Kila, Montana, 59920)
- G. R. S. Mead, Pistis Sophia: A Gnostic Miscellany (A reprint edition is currently available from Garber Communications, Spiritual *Science Library, 5 Garber Road, Blautvelt, NY 10913)
- Marvin Meyer, The Gospel of Thomas: The Hidden Sayings of Jesus (Harper San Francisco, 1992)
- Marvin W. Meyer, The Secret Teachings of Jesus: Four Gnostic Gospels (New York: Random House, 1984)
- Robert J. Miller, ed, The Complete Gospels (San Francisco: Harper, 1994
- James M. Robinson, ed, The Nag Hammadi Library in English (New York: Harper & Row, 1977; revised edition, San Francisco: Harper, 1988)
- Carl Schmidt, ed., Pistis Sophia (Leiden: E. J. Brill, 1978
- Carl Schmidt, ed., The Books of Jeu and the Untitled Text in the Bruce Codex (Leiden: E. J. Brill, 1978)
- Andrew Welburn, Mani, the Angel and the Column of Glory: An Anthology of Manichean Texts (Ediburgh, Floris Books, 1998)
A BASIC GNOSTIC LIBRARY
- Stephan A. Hoeller, Gnosticism: New Light on the Ancient Tradition of Inner Knowing (Quest Books, 2002)
- Elaine Pagels, The Gnostic Gospels (New York: Random House, 1978)
- Marvin Meyer, The Gospel of Thomas: The Hidden Sayings of Jesus (Harper San Francisco, 1992)
- June Singer, A Gnostic Book of Hours: Keys to Inner Wisdom (Nicolas Hays, March 2003)
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- Bentley Layton, The Gnostic Scriptures (Garden City, NY: Doubleday & Co., 1987)
- Kurt Rudolph, Gnosis: The Nature and History of Gnosticism (San Francisco, Harper & Row, 1983)
- Giovanni Filoramo, A History of Gnosticism (Oxford and Cambridge, Mass.: Basil Blackwell, 1990)
[editar] Paralelos com religiões orientais
O gnosticismo tem alguns elementos em comum com o sufismo, o budismo, o helenismo, o hermetismo, o zoroastrismo e o hinduísmo.
[editar] Gnosticismo e psicologia
No século XX, Carl Gustav Jung pesquisou profundamente as doutrinas gnósticas, inclusive ajudando no trabalho de organização da Biblioteca de Nag Hammadi, e fez uma ligação entre os mitos gnósticos e os arquétipos do inconsciente coletivo. Escreveu o livro "Sete sermões aos mortos", sob o pseudônimo de Basilides de Alexandria, onde coloca a sua visão gnóstica em sete textos no formato dos evangelhos.
[editar] Referências
- ↑ http://www.gnosis.org/library/grs-mead/mead_index.htm
[editar] Ligações externas
rencontre
Gnósticos - En savoir plus
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