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O Forno de Bier é um exemplo de termoterapia, isto é, o uso de mudanças de temperatura com fins terapêuticos. No entanto, existem poucas evidências científicas de sua efetividade no tratamento de patologias. É considerado um recurso antiquado e atualmente em desuso por haver métodos com segurança e efetividade já comprovadas. Ainda é utilizado, no Brasil, em serviço de infraestrutura precária ou por profissionais pouco preparados.
Basicamente é um forno usado com ênfase terapêutica, visando principalmente provocar uma dilatação nos vasos sangüíneos superficiais que promoverão uma vascularização em algumas parte do corpo, como extremidades (braços e pernas). Seu calor é considerado superficial e de rápida dispersão, não atingindo de forma eficiente a profundidade de tendões, músculos e articulações. Exitem métodos de termoterapia mais eficazes no aquecimento de tecidos mais profundos como o ondas curtas e ultrassom.
Sua temperatura terapêutica pode variar de 40 a 50°C, onde antes de utilizá-lo, o paciente ou cliente deverá ser submetido a testes de sensibilidade cutânea.
Quanto às suas modalidades tem-se calor seco e calor úmido, na primeira técnica a aplicação é de forma tradicional, na segunda coloca-se uma toalha úmida no local a ser tratado.
Fisicamente, na técnica calor seco a transmissão física tendenciosamente é por convecção, onde para as interfaces posteriores, a transmissão fica a cargo da condução. No caso calor úmido, a técnica de transmissão de calor é por condução, já que aquece-se a toalha com consequente aquecimento posterior dos tecidos orgânicos.
A duração da técnica é de aproximadamente 30 a 40 minutos, onde o resultado esperado é o da hiperemia (vermelhidão local), sinal este da vasodilatação.
Deve-se enfatizar que o teor da hiperemia é baseada na resposta sanguínea local e também no tom de pele do indivìduo submetido ao equipamento.
Tipos de Forno de Bier: 1) com termostato - o aparelho apresenta um termostato de controle de temperatura 2) sem termostato - apenas apresenta uma tecla (on/off)
É de total importância que durante uma aplicação fique claro que por ocluir as entradas do equipamento, a temperatura subirá durante a sessão terapêutica o que torna necessário manter uma temperatura ideal para cada indivíduo, logo a temperatura do termostato não representa a temperatura interna do equipamento, fator este que acaba trazendo desconforto aos pacientes em geral.
Formas de manutenção da temperatura: 1) Perguntar ao paciente ou cliente se está confortável. 2) Colocar a mão no interior do equipamento 3) Se possível deixar alguns minutos um termômetro em seu interior.
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O equipamento tem como histórico, seu desenvolvimento datado no período das grandes guerras, visto a grande incidência de amputações e lesões traumato-ortopédicas geradas nas mesmas.
Atualmente, sua procura no mercado Brasileiro aumentou, visto o advento de inúmeras técnicas usadas na Fisioterapia Dermatofuncional e Estética em geral.
Artralgia
Artrose
Artrite(fase crônica)
Contusão
Contratura
Distensão
Dorsalgia
Entorse(fase crônica)
Espondilite
Lombalgia
Mialgia
Pós-Gesso
Pré-Cinesioterapia
Perda de sensibilidade
Áreas anestesiadas
Transtornos circulatórios graves
Processo Inflamatório agudo
Estados febris
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