O Cone Sul é o nome comumente dado à parte meridional da América do Sul. Recebe este nome devido ao formato aproximado de um cone, tendo como vértice o Cabo Horn, o ponto mais meridional das Américas. A região é banhada pelo Oceano Pacífico e pelo Oceano Atlântico e é também a porção de terra mais populosa da zona temperada do Hemisfério Sul. É também a região continental mais próxima da Antártida.
Como definição geral, devido às afinidades geográficas, naturais, econômicas e sociais, o Cone Sul normalmente é entendido como a região que engloba o Chile, a Argentina, o Uruguai, o Sul do Brasil e o estado de São Paulo. Algumas vezes se inclui também o Paraguai e o sul da Bolívia por contigüidade geográfica, apesar de ambos terem características essencialmente diferentes dos demais países.
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Entre os elementos geográficos de destaque, encontram-se:
O clima predominante na região é o clima temperado, com quatro estações bem definidas. O extremo sul da região tem um clima de tundra isotérmica. O centro-norte da região (Uruguai, sul do Brasil e parte da Argentina) tem clima subtropical. O norte do Chile tem o deserto do Atacama, um dos mais secos da terra. A Patagônia Oriental tem um clima semi-árido frio. O extremo norte da região tem clima tropical. A cidade de Santiago do Chile tem clima do tipo mediterrâneo, e a região da Serra da Mantiqueira, no sudeste do Brasil, tem clima tropical de altitude.
A Argentina, o Uruguai e o Chile somados têm cerca de 60 milhões de habitantes e baixa taxa de natalidade. As capitais desses países - Buenos Aires, Santiago e Montevidéu estão praticamente em um mesmo paralelo geográfico. O Sul e Sudeste do Brasil, somados, têm 120 milhões de habitantes.
As populações na Argentina, Uruguai e sul e sudeste do Brasil são, em sua maioria, descendentes de europeus, principalmente provenientes da Itália, Espanha, Portugal, Alemanha e países eslavos. Outras etnias importantes são os descendentes de asiáticos, principalmente no Brasil (São Paulo e norte do Paraná) e de africanos (Brasil e Uruguai).
No Chile, a maioria da população é mestiça de europeus com ameríndios. O Paraguai tem uma etnografia semelhante à do Chile, mas o elemento indígena é claramente mais significativo (guaranis).
Em ordem populacional, as maiores e mais importantes cidades são:
| Cidade | País | População |
|---|---|---|
| São Paulo | 10.927.985 | |
| Santiago | 5.428.590 | |
| Buenos Aires | 2.995.397 | |
| Curitiba[1] | 1.828.092 | |
| Montevideo | 1.668.335 |
A característica mais significativa que distingue o Cone Sul do restante da América do Sul é a economia e alto padrão de vida. À exceção do Paraguai, a região é caracterizada por ter uma economia com forte presença da indústria e um índice de desenvolvimento humano semelhante ao da Europa Oriental (com IDH entre 0,800 e 0,900), tendo comparativamente renda mais alta, maior expectativa de vida e maior nível educacional em relação aos demais locais da América do Sul, embora exista pobreza nas periferias das metrópoles da região, em especial São Paulo, Rio de Janeiro e Buenos Aires.
| Economia | |
|---|---|
| País | PIB Nomimal |
| 2,583,198 | |
| 612,147 | |
| $ 13.640 | |
| 76,398 | |
Apesar do alto nível de industrialização, há também uma importante presença da agropecuária, embora, devido ao clima, seja diferente da praticada no restante da América do Sul. Destacam-se as produções de trigo, aveia, cevada, centeio, uvas, soja, arroz, milho e batata. Na pecuária, destaca-se os gados bovino, ovino e suíno.
O subsolo do Cone Sul também é rico em recursos minerais, destacando-se o minério de cobre, estanho, bórax, salitre, ouro, prata e bronze, especialmente no norte do Chile e noroeste da Argentina. Na região andina há também grandes jazidas de urânio e na costa brasileira se destaca o Petróleo (bacia de Santos). Os mares que circundam o Cone Sul também são ricos em recursos de pesca.
Durante a segunda metade do século XX, os países do Cone Sul foram governados por ditaduras militares, tendo colaborado com o Plano Condor contra a oposição esquerdista, incluindo guerrilhas urbanas. Entretanto, durante os anos 80 e os anos 90 houve um processo de redemocratização.
Sendo o Brasil um país de dimensões continentais, apresenta grandes diferenças regionais internas. Enquanto sua parte mais meridional está correlacionada em questões naturais e sócio-econômicas com a Argentina, o Uruguai e o Chile, destacando ainda que certas regiões como o Estado de São Paulo têm maior PIB e PIB per capita que esses três países, o norte se assemelha mais aos demais países sul americanos nessas questões. Por isso, o Brasil é incluído em algumas acepções quando se fala em Cone Sul, mas excluído em outras. Quando não se limita a definição a países inteiros, em geral são incluídos na região os estados da região Sul e da região Sudeste, especialmente o estado de São Paulo.
Devido à proximidade geográfica, história comum, geografia e ciclos políticos, o Paraguai costuma ser incluído no que se entende por Cone Sul. Entretanto, contrasta fortemente com os demais países dado o alto nível de pobreza, baixo padrão de vida e baixo nível de industrialização, sendo por isso algumas vezes excluído da definição.
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