| Município de Caibaté | |||||
| [[Imagem:|250px|none|]] | |||||
| "Terra dos Mártires" | |||||
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| Hino | |||||
| Aniversário | 15 de maio | ||||
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| Fundação | 17 de setembro de 1965 | ||||
| Gentílico | Caibateense | ||||
| Lema | |||||
| Prefeito(a) | Remi Sérgio Birck (PP) | ||||
| Localização | |||||
| Estado | |||||
| Mesorregião | Noroeste Rio-grandense IBGE/2008 [1] | ||||
| Microrregião | Cerro Largo IBGE/2008 [1] | ||||
| Região metropolitana | |||||
| Municípios limítrofes | Mato Queimado, Guarani das Missões, Vitória das Missões, São Luiz Gonzaga e Rolador. | ||||
| Distância até a capital | 487 quilômetros | ||||
| Características geográficas | |||||
| Área | 258,940 km² | ||||
| População | 5.217 hab. est. IBGE/2008 [2] | ||||
| Densidade | 19,0 hab./km² | ||||
| Altitude | 286 metros | ||||
| Clima | Subtropical úmido | ||||
| Fuso horário | UTC-3 | ||||
| Indicadores | |||||
| IDH | 0.784 PNUD/2000 [3] | ||||
| PIB | R$ 39.380 mil IBGE/2005 [4] | ||||
| PIB per capita | R$ 7.948,00 IBGE/2005 [4] | ||||
Caibaté é um município brasileiro do estado do Rio Grande do Sul. Localiza-se a uma latitude 28º17'16" sul e a uma longitude 54º38'18" oeste, estando a uma altitude de 286 metros. Sua população estimada em 2007 era de 5.080 habitantes. Strieder[1]. Possui uma área de 374,65 km². A cidade é conhecida por seus poucos habitantes, mas por ser berço do santuário das missões, por causa disso, é considerada o coração das missões. Os habitantes são da maioria descendentes de alemães.
Breve Histórico
O passado destas outrora matas remonta há vários séculos. Numa dimensão mais próxima de nossa realidade, nos séculos XVII e XVIII pode-se dizer que este território foi dominado pelos povos que os europeus denominaram índios guaranis, e Kaigang. Já no período da Reduções Jesuíticas, este chão foi um alongamento dos territórios missionários, abundante reserva de caça e de ricos ervais. Foi chão conquistado pela pertinaz bravura gaúcha ante a cobiça espanhola. Apesar de ser povoado, ainda se constituía num grande deserto verde, que só foi efetivamente ocupado pelo grande movimento migratório europeu das décadas de 1920, 1930, 1940, 1950.
Falavam línguas estranhas, possuíam pele clara, suas casas eram diferentes. Vinham das Colônias Velhas, seu sonho tinha um nome: terra. Para tanto, enfrentaram a fome, o frio, a doença. Sofreram com o desamparo absoluto. Seus nomes europeus: Frizzo, Setim, Funguetto, Sormani, Chiogna, Bamberg, Ruwer, Frantz, Müller, Mallmann, Klein, Diesel, Hartmann, e tantos outros, marcaram o início de uma nova era.
Povo extravagante, na bagagem trazia coragem, e no olhar, esperança. Edificavam suas casas, a “muque”. Suas ferramentas quase que se restringiram a foice e ao machado. Encontraram o local num estado puro de natureza. Rasgaram as matas, plantaram, e quando se deram por conta, era chegada a hora da colheita. Humaitá havia nascido!
Humaitá experimentou um ritmo acelerado de desenvolvimento, nas décadas de 1950/60 impulsionado sobretudo, pela suinocultura. Vieram outras técnicas e culturas, como a soja, o trigo, o milho. Por seu lado, o ensino sempre despontou como um fator de destaque. Aqui foi construída a escola Técnica, hoje E.M.F Fernando Ferrari, e o Ginásio, atual Instituto de Educacação Maria Cristina, locais privilegiados na formação educacional e da consciência de tantas pessoas.
A emancipação foi um processo inevitável. A maturidade política alcançada a custo de muitas reuniões, investidas, viagens a Porto Alegre, contou com a participação de nomes expressivos comandados por um médico judeu franzino, mas decidido, Rafael Spritzer. Eugen Rodolfo Kreher, Artur Frantz, Ermínio Ribeiro Gessi, Augusto Justo Rossato, Afonso Seibt, Sady Manjabosco Sandri, Afonso Weber, Benno Diesel, Otto Bamberg, e tantos outros cidadãos fizeram do sonho uma realidade.
A política humaitense evidentemente envolve paixões e idéias distintas. Sua marca registrada é a paridade entre as forças, que faz do acirramento político em Humaitá, ser comparativamente a outros municípios, bastante moderado. Mesmo que haja os confrontos naturais da política, as pessoas continuam se respeitando, uma vez que as disputas acontecem mais no campo das idéias. Historicamente as duas maiores forças políticas foram a ARENA e o MDB e partidos descendentes, que se revezaram no comando do município.
Períodos administrativos de Humaitá
1- 30/05/1959 a 31/12/1963 Prefeito: Eugem Rodolfo Kreher (PTB) Vice: Afonso Alberto Seibt (PSD)
2- 01/01/1964 a 31/01/1969 Prefeito: Ivo Schmitt (PSD) Vice: Sadi Manjabosco Sandri (PSD)
3- 01/02/1969 a 31/01/1973 Prefeito: Selmiro Scheren (ARENA) Vice: Antoni Osmar Fuhr (ARENA)
4- 01/02/1973 a 31/01/1983 Prefeito: Eugen Rodolfo Kreher (MDB) Vice: Otávio Inácio Cortes (MDB)
5- 01/02/1977 a 31/01/1983 Prefeito: Mauro Henrique Langaro (PDS) Vice: Selmiro Scheren (PDS)
6- 01/02/1983 a 31/12/1988 Prefeito: Ramão Edison Fagundes Jardim (PMDB) Vice: Arcênio Alfredo Stefens (PMDB)
7- 01/01/1989 a 31/12/1993 Prefeito: Elfried Künhel (PMDB) Vice: Luiz Nelson Schumatz (PTB)
8- 01/01/1993 a 31/12/1996 Prefeito: Luiz Nelson Schumatz (PTB) Vice: Luiz Carlos Sandri (PPB)
9- 01/01/1997 a 31/12/2000 Prefeito: Darcísio Rubem Scherer (PMDB) Vice: Roque Steffens (PDT)
10- 01/01/2001 a 31/12/2004 Prefeito: Luiz Carlos Sandri (PPB) Vice: Hilda Nelsi Schumatz (PTB)
11- 01/01/2005
Prefeito: Luiz Nelson Schumatz (PTB) Vice: Cesar Schwade (PP)
O suor dos seus cidadãos construiu uma unidade social privilegiada, na medida em que edificou-se uma cidade organizada, bem estruturada, e fundamentalmente com uma qualidade de vida invejável. Está é Humaitá, uma pequena comunidade do Alto Uruguai Gaúcho, mas com um grande futuro pela frente. O tributo aos desbravadores deste pedaço de chão, que definimos chamar Humaitá, é algo difícil de ser pago. Aos antepassados, assim como aos nossos pais, há uma dívida de gratidão que vai se acumulando continuamente, pelo fato de nos terem providenciado os meios necessários ao desenvolvimento de nossas vidas. Rasgaram a mata, enfrentaram as feras, mancharam este solo sagrado com seu sangue. Seus corpos jazem como inspiração a prosseguir a luta, a continuar a vida. À estes heróis, muitas vezes anônimos, está dívida só poderá ser quitada mediante fiel contribuição aos nossos descendentes.
Fonte: Rossato. Cesar Augusto. Monografia. UNIJUI.RS.2001